segunda-feira, 17 de março de 2008



Todo coração é guerreiro

Todo coração é um guerreiro,
Nasceu para encarar a serpente
E vê-la levitar, levada pela águia...
Todo guerreiro só alcança seu auge
Quando com ele a vida sugere vitórias,
Quase que inalcançáveis,
De dor,
De amor,
Luto...

Na guerra é preciso sonhar,
A realidade só, nunca basta.
O que resta se não...
Dor,
Amor,
De luto...
O que resta...
Dor,
Amor,
Luto?
O que?

Hades Pierrot

quinta-feira, 6 de março de 2008



Experiências

Pegue um copo de vidro,
Coloque-o a beira do alto de um muro,
Observe quando e o quanto ele interfere,
Na pureza do dia e em seu jeito delicado.

O quanto ele transforma a luz ferida pelos olhos,
Deformando a sua lógica e seu jeito impecável...
Feito isso. Agora "peque" o copo... Quebre-o!
Corte os teus pulsos e prove do dia a dia...

O muro pode ser alto ou baixo,
O copo cheio ou vazio, o olho cego...
Certamente haverá a queda...
E a experiência então, será audaciosa.

Hades Pierrot

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008



Marcado no Relógio

Eu que necessito dizer...
Que talvez ainda possa mudar.
Olhando o céu, eu vejo o mar...
Uma canção que me leva,
Uma onda macia de saudade
Até uma praia de verdade.

Eu que não sei se elas existem,
Penso um dia conseguir dizer
Algo que realmente alivie,
Que leve de mim esta seca,
Que me faça ser,
Um som a fim do universo.

Hades Pierrot

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008



Um momento

Esse som de maquinas me atordoa,
Faz-me pensar no que sou afinal...
Um amontoado de idéias?
Onde nem todas dão certo...

Atordoa porque sempre me esqueço,
Que as pessoas que amam chegam atrasadas
E que no futuro se resguarda a recompensa da vida...
Reservada ao esforço com o qual lutou contra a sua natureza...

A matéria prima da felicidade espremida em cores,
Afastadas geram o paradoxo da eternidade...
Unidas expressam o longo alcance...
Eu ainda paro para ver o arco-íris...

Apenas não sei o porquê...
E esse barulho todo me atordoa...
Pois sem ele enlouqueceria mais cedo
E estaria livre dessa indagação e preso em outra...

Hades Pierrot

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008



Sim... Sou do fogo.

Às vezes eu me sinto tão só,
Não sei se é pela minha capacidade de perdoar
Ou quem sabe por transformar tudo em um momento mágico.
Às pessoas são tão pés no chão que quando saem dele nunca vão tão longe...
Acho que daí vem à solidão de não conseguir falar para um só,
E acabar gritando para todos.
Deixar a luz queimando,
Em meu envelhecer,
Cada brasa,
Sumindo,
Singela,
Sutil,
Só.

Hades Pierrot


Uma manhã serena demais, segundos de reflexão.

Uma manhã, alguns segundos de reflexão,
Uma ficção que se tornará realidade,
O futuro está em toda parte,
E deve ser compartilhado, ser bem vindo.

Fiz duas músicas ao acaso,
reparei no cinza metálico de um eletrodoméstico,
entrei em um universo Indomável,
paralelo a dimensão do nosso cérebro, só que programado.

Fiquei lendo suas funções e de poucas quase não encontrei nenhuma,
Fiquei atento e não percebi diretas, só efeitos colaterais e fantasmas,
Por sua utilidade ser menor que a desonestidade,
estou sendo moralmente trapaceado a vender barato a minha liberdade.

Ainda sim perco meu tempo junto a ti com esse tipo de assunto,
Ou será que meu tempo está atrofiado sobre meu ócio,
Entre as gargalhadas da comunicação cientificamente e louca,
Todo mundo fala de pessoas alienadas e televisão, eu falo de cultura.

Cúmplices de uma paixão avassaladora,
De drogas e viagens para alguns quilômetros a cima do planeta,
Expandimos nossa capacidade parasita até as estrelas,
Fuga e ótima arrecadação de verba da qual a terceira guerra se alimenta.

Li numa certa época: Atentai a quem é mais importante!
Desce deste muro! Olha para o silêncio do Oriente!
Estamos abandonados e este é o Golpe perfeito de Estado,
O povo está desatento e o mais importante é o garçom do senado?

Hades Pierrot

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008



Cheiro Químico Em Meus Olhos.

Meu quarto cheira a remédios,
E o resto é luxuria que me adorna,
A pele roxa da pancada feita pelo tédio,
O mofo paralítico em minhas pernas.

Singelo é o andar das baratas
E intensa é a batida que afunda meu peito,
O olhar vermelho dos ratos que quase fura,
A insônia vencida pela necessidade humana.

O ambiente é tão pequeno e politicamente hostil,
Paredes frias privadas da luz que só nasce lá fora,
Ilustram o sentimento covarde que evita do medo sutil,
A fragilidade que me mataria se alguém abrir a porta agora.

Hades Pierrot